Desmatamento na Mata Atlântica: o que os dados recentes indicam
Mapas de alerta e inventários estaduais apontam para uma desaceleração em alguns trechos do litoral, mas o saldo líquido segue negativo em áreas de transição agrícola. Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e de ONGs regionais convergem num diagnóstico: a fragmentação continua sendo o problema estrutural, mesmo quando o desmatamento pontual diminui.
Entre janeiro e maio de 2026, estados como São Paulo e Paraná registraram queda nos alertas de corte raso em comparação com o mesmo período de 2025. Já em trechos do sul da Bahia e no norte fluminense, a pressão por expansão de pastagem e lavouras de cana manteve taxas estáveis — o que sugere que políticas locais de fiscalização, e não apenas o clima econômico, explicam parte da variação.
A reportagem cruza bases do MapBiomas, dados de embargo do Ibama e entrevistas com equipes de campo que medem remanescentes em propriedades privadas. O quadro que emerge não é de colapso imediato, mas de erosão lenta: corredores ecológicos planejados há uma década ainda não foram implementados em escala, e remanescentes menores que 50 hectares perdem conectividade a cada ciclo de seca.
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